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Física e Química

Hidrelétrica de Xingó : histórico, produção, impactos causados e Museu de Arqueologia 

     A Usina de Xingó foi inaugurada no dia 25 de Setembro de 1997 pelo presidente na República Federativa do país, Fernando Henrique Cardoso. A hidrelétrica é considerada a maior obra já realizada no Nordeste e foram as águas do Rio São Francisco utilizadas para construí-la.O aproveitamento hidrelétrico de Xingó pertence a CHESF ( Companhia Hidro Elétrica do Rio São Francisco )

    O local escolhido foi o final do cânion do rio, uma estrutura já montada pela natureza , entre os Estados de Alagoas e Sergipe, mas que foi preciso desviar o leito do rio e esse desviou foi possível graças a abertura de 4 túneis na rocha.

Como é produzida a energia?
                                                                        
     A energia é obtida pela Usina Hidrelétrica de Xingó graças à aplicação da potencialidade e da riqueza hídrica do Rio São Francisco. Para isso é necessário a construção de usinas em rios apropriados á edificação, ou seja,os rios devem possuir alto volume de água e que tenham desníveis em seu curso, sendo necessário o desvio do leito do rio com a abertura de túneis para que seja produzida a energia. A energia potencial é a força da água em movimento em que passa por tubulações da usina com bastante força, portanto nesse processo ocorre a transformação de energia potencial em energia mecânica, onde as turbinas se movendo estão conectadas a um gerador, que é responsável pela transformação da energia mecânica em energia elétrica.
Maquete da Usina Hidrelétrica de Xingó, execultada em 9 meses pelo artesão  Gersino da Costa. Escala  1:500

Visita às instalações da Usina Hidrelétrica de Xingó


Turbinas da Hidrelétrica de Xingó

A usina que abastece grande parte do Brasil - Xingó

Comportas da Hidrelétrica de Xingó

Hidrelétrica de Xingó - Os seis tubos brancos são as unidades geradoras

Instalações da Usina Hidrelétrica de Xingó

Produção de energia através da Usina Hidrelétrica de Xingó


Vídeo sobre a Hidrelétrica de Xingó  



Alterações e impactos ambientais  
    
    Nas usinas hidrelétricas, quando a água represada cai pelas tubulações,faz girar turbinas acopladas a um gerador, no qual ocorre transformação de energia mecânica em energia elétrica.Essa é um fonte de energia praticamente inesgotável,contudo, seu funcionamento depende de um grande volume de água represada, e por isso a construção de usinas pode gerar problemas ambientais. A construção de uma hidrelétrica exige a construção de uma enorme represa e a instalação de uma extensa, sofisticada e caríssima rede de transmissão de energia e causa impactos e alterações ambientais, como por exemplo, a inundação dos locais para se construir as barragens, mudanças no regime hidráulico do rio,  extinção de algumas espécies de peixes, já que traz prejuízos a fauna e a flora, elevação dos níveis freáticos devido a pressão hidrostática que pode provocar o aumento dos níveis freáticos da região, causando uma maior ocorrência ou inversão dos lençóis freáticos, ameaça a biodiversidade, desequilibrio de outros habitats onde foram introduzidos animais resgatados e alagamento de aréas florestais. Potência Final da Hidrelétrica de Xingó: 2000 MW / Área inundada: 60 km²

Museu de Arqueologia de Xingó
    Compreender o povo nordestino brasileiro pressupõe o conhecimento de suas raízes com suas pesquisas e exposições e o Museu de Arqueologia de Xingó dá uma parcela de contribuição para esse conhecimento. No interior do museu, vimos esqueletos de indígenas de Xingó, demonstrados através de escavações arqueológicas e a datação do carbono 14 que passam saber a idade dos restos humanos e com isso ajudar nos estudos históricos da região.
Aos sepultamentos estão anexados colares e outros adereços em que todos esses aparatos permitem aos arqueológicos a concepção de parte do sistema simbólico daquela população que não deixou sua história escrita.
O Museu de Arqueologia de Xingó - Na tentativa de compreender o povo nordestino

Visita ao Museu de Arqueologia de Xingó - A trajetória do nordestino em pesquisa


Como é feita a datação com o carbono 14 ?
    Para descobrir a idade dos fósseis é preciso o conhecimento da Química e sobretudo do elemento Carbono. A datação por carbono 14 foi descoberta por Willard Libby e é aplicável á sedimentos orgânicos, ossos, madeira, conchas marinhas, ou seja, qualquer amostra que obteve carbono em alguma de suas fases. É obtida graças à característica radioativa do carbono 14 (meia-vida: 5.730 anos.) O C-14 se produz pela ação dos raios cósmicos sobre o nitrogênio-14 e é absorvido pelas plantas, já que os átomos de carbono 14 produzidos por raios cósmicos combinam-se com oxigênio para formar dióxido de carbono, que as plantas absorvem e incorporam a suas fibras por meio da fotossíntese.Quando as plantas são ingeridas pelos animais, o C-14 passa aos tecidos, onde se acumula.  Enquanto o organismo existir vida a taxa de C-14 será equivalente á percentualidade que está na atmosfera, porém quando o ser vivo falece começa um abatimento da abundância de C-14, por conta da sua desintegração radioativa. Depois de uma extração, os restos humanos a datar devem ser protegidos de qualquer contaminação que possa trazer erros aos resultados.Com isso, os pesquisadores fazem a avaliação comparativa entre a quantidade habitual localizada na matéria viva e aquela que foi encontrada no fóssil, verificando assim a sua idade, conseqüentemente dando passaportes para os estudos arqueológicos e auxiliando nas pesquisas sobre a região.

-Curiosidade
    Um exemplo de fórmula utilizada pelos pesquisadores para determinar a idade de fosséis com o uso da datação com carbono 14 é:

t = [ ln (Nf/No) / (-0,693) ] x t1/2

 

Em que:

In: Logaritimo neperiano

Nf/No: Porcentagem de C-14 na amostra comparada com a quantidade nos tecidos vivos 

t1/2: Meia vida do C-14

 


Esqueleto de indígena de Xingó, evidenciado através de escavações  arqueológicas e  pela datação de carbono 14 ( Datação: aproximadamente 3280 anos)
Vídeo sobre as escavações arqueológicas - Museu de Arqueologia de Xingó  





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